sexta-feira, 7 de março de 2014

Manifesto aos militares

Gostaria de apontar minha opinião sobre os militares neste período de nuvens negras que cobrem nossa casas, nossas mentes e nossos corações. Como tive convívio com militares no campo civil, os vejo como pessoas como todos nós somos. Enfim, para não me perder em explicar sobre a nobre missão a que se propõem aqueles que seguem a carreira militar, o fato é, ser militar não nos torna mais ou menos humanos. Com suas famílias, estão sofrendo tanto quanto nós, em relação a degradação moral e religiosa que vivenciamos. Assim, pensam muito sobre as conseqüências de seus atos, pois eles estão com a força das armas em suas mãos. Mesmo indignados, não estão prontos a tomar atitudes precipitadas. Mesmo humilhados, não tomam decisões baseados em emoções, afinal são treinados pelo pragmatismo. Como brasileiros, seguem suas vocações patrióticas. Estão do lado de quem refuta essa bandalha, mas acima de tudo também desejam uma pátria de que se orgulhem.
Estes são tempos de escolhas, não somente pela eleição, mas sim pelo futuro que se deseja. Quando penso em intervenção, sonho com essa escória hipócrita sendo proscrita em favor dos valores que estamos perdendo pouco a pouco. Mas vejo também a martirização destes bandoleiros (quadrilha, só nas festas juninas) unificando os incautos e os seus manipuladores, esquerdopatas de opção e os oportunistas de plantão. Chegando ao ponto, um futuro com novas possibilidades de embates revisionistas. O que é preciso é firmar uma condenação moral aos objetivos subentendidos nas ideologias humanas que disfarçam o populismo e suas manipulações das massas subletradas. Para isso precisamos escolher acabar com essa polarização entre esquerda e direita que nos imbeciliza. O que é preciso é se retomar os valores humanitários (sequestrados pela esquerda para si) de fraternidade e solidariedade encaixados numa sociedade livre e próspera, em que o poder não se concentre na mão de poucos (Estado), mas sim esteja salvaguardado em favor da maioria de eleitores. Sobre a igualdade, retomarei em outro momento, pois existem grandes falácias sobre o tema.
Assim, em resposta a matéria publicada na Revista Sociedade Militar:
http://sociedademilitar.com.br/index.php/textos-de-colaboradores/973-intervencao-militar-o-que-vira-depois.html
Escrevi o que eu pediria aos militares nesta marcha no dia 22/03/14, em resposta ao autor da matéria, Robson A. S. K. E aqui no blog, acrescentarei comentários finais.

"Robson, como vistes, o rastilho é de ambos os lados. Acertado seu diagnóstico de que houve uma radicalização. O silêncio das famílias e da direita, destes tempos obscuros do governo PTralha, só serviu para aumentar o nível de indignação. Muito Gramcismo foi praticado e, pra nossa sorte, escancarado de modo quase visível até para os menos letrados. Assim, as pessoas estão num ponto de rebelião perigoso. Perigoso, por dois lados, pois podem tanto ajudar a causar estragos e derramamento de sangue para se obter o que pedem, como também podem ser manipulados de forma que isso atinja objetivos contrários aos seus próprios anseios.
Claro que a rebeldia pede urgência. É uma rebeldia saudável por se opor ao teatro dos absurdos que vivemos, mas o caminho pragmático leva tempo demais diante de tanta indignação.
O que fazer? Tenho rejeição a ditaduras, mesmo ciente através de minha infância, e por meus pais, que a ditadura teve seus excessos, mas foram tempos prósperos e com valores cristãos e patrióticos sendo praticados. Enfim, mesmo sendo com boas intenções, o poder demais gera seus monstros. Como sou favorável a menos Estado, tenho certa rejeição a ditaduras, sejam de qualquer cor.
Mas conheço militares, e sei que carregam em si muitos valores morais necessários nesses tempos de imoralidades, e gostaria muito de que os mesmos comecem a se expressar de forma clara e contundente para o povo. Muito mais do que foi feito até agora. Tivemos militares muito bons de voto numa época em que o populismo, sem internet, era quase imbátivel. Acredito que os militares podem, e devem, acrescentar valor ao debate. Devem, e podem, ser agentes políticos. Vamos unir forças e oferecer alternativas. Vamos unir forças e tirar as máscaras destes lobos em pele de cordeiros, que manipulam os incautos com sua subversão da escola de Frankfurt e o Gramscismo cultural. São bandidos não só do erário, mas bandoleiros da mente e do coração dos desfavorecidos, pois se colocam com o monopólio da virtude, quando suas intenções são vis.
Estaremos nas ruas, será pedido o que alerta para evitarmos, mas ao menos se coloquem na cena política a fim de retomarem o respeito que vos concede a vossa própria missão."

Urge sabermos escolher entre o passado e presente, e o nosso futuro. Será que não estamos presos as circunstancias e deixando passar a oportunidade de pensar à frente?
Acabar com a hipocrisia demanda um trabalho de levar luz às trevas, educação livre de ideologias e repletas de conhecimento.

Que Deus abençoe a todo aquele que desperta de suas próprias trevas e nasce para a luz de sua consciência.